Saiba mais sobre a segurança do paciente

O tema sobre Segurança do Paciente envolve ações promovidas pelas instituições de saúde para reduzir a um mínimo aceitável, o risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. Você já ouviu falar sobre isso? Iremos agora te ajudar a entender um pouco sobre o tema…

Como começou?

Em 2004, a OMS, preocupada com a situação dos riscos dos pacientes nos diversos serviços de saúde, criou um programa com o objetivo auxiliar na redução dos riscos que causam danos e qualificação do cuidado em saúde. A partir de então, algumas estratégias e metas tem sido adotadas para um cuidado mais seguro a fim de gerar mais eficiência e assertividade nas diversas áreas onde há atendimento ligado à saúde.

Esse tema vem sendo reforçado desde 2004, porém, no ano 2013 o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) através de resoluções e portarias, que ajudam as instituições de saúde a criar suas rotinas seguras.

Quem deve saber sobre as metas da OMS?

É importante que administradores, médicos, enfermeiros e todos os profissionais ligados a área tenham pleno conhecimento das diretrizes para que possam aplica-las no dia a dia.

Mas não só isso! Repassar informação e supervisionar as condutas com a finalidade de manter as metas em dia é igualmente importante.

 Qual é a importância?

O cuidado seguro ao paciente é essencial no atendimento realizado por todo profissional de saúde, afinal, na maioria das vezes, o mesmo encontra-se em situação vulnerável e necessitando de assistência.

Por sinal, é sabido que o atendimento humanizado aliado ao apoio de familiares e amigos, faz aumentar a confiança do paciente, além de garantir uma recuperação mais rápida.

Sabemos também que a adesão aos protocolos de Segurança do Paciente garantem uma assistência segura com redução de riscos e consequente melhoram e qualificam o cuidado.

Quais são as seis diretrizes da Segurança do Paciente?

  1. A correta identificação

A identificação correta do paciente é sem dúvida o primeiro cuidado para uma assistência segura. Essa ação é o ponto de partida para a correta execução das diversas etapas de segurança em nossa instituição.

Com a identificação do paciente, os profissionais conseguem identificar corretamente quem será a pessoa para a qual se destina o serviço (medicamentos, sangue ou hemoderivados, exames, cirurgias e tratamentos).

Para isso, algumas instituições utilizam ao menos dois identificadores, sendo que em sua maioria utilizado o nome completo do paciente e a data de nascimento, não sendo incomum as instituições utilizarem o número do prontuário. Neste sentido, um prontuário de fácil acesso e organizado se faz fundamental.

  1. Comunicação eficaz

Outra diretriz é pautada em garantir uma comunicação sem ruídos e que seja eficaz entre os profissionais da área de saúde. Este é o grande investimento em melhoria contínua, visto que os instrumentos de comunicação quando inefetivos podem colocar em risco os cuidados prestados. É fundamental que tudo o que seja definido, seja feito com segurança e que os registros sejam claros.

  1. Maior segurança nas na administração de medicamentos

O uso de medicamentos no setor da saúde é uma forma de tratar as doenças, porém, poderá ainda causar danos se não forem tomados alguns cuidados. É primordial que as dosagens administradas sejam exatamente aquelas indicadas pelo médico e devemos ainda ter cuidado na hora de utilizar o medicamento para não usar na dose errada ou de forma errada pois se isso ocorrer, pode expor o paciente ao risco.

  1. Maior segurança nas cirurgias

A cirurgia segura envolve algumas medidas adotadas para redução do risco de eventos adversos que podem acontecer antes, durante e depois das cirurgias.

Além do cuidado com os exames pre-operatórios e o preparo do paciente e da equipe de cirurgia, precisamos ainda de outros cuidados para garantir a segurança do paciente, como a observação do ambiente, materiais e tudo que será necessário para realização do procedimento, envolvendo todos que estão no ambiente: paciente e equipe.

  1. Reduzir riscos de infecções

A infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) é aquela adquirida em função dos procedimentos necessários ao cuidado do pacientes em hospitais, ambulatórios, centros diagnósticos ou mesmo em assistência domiciliar (home care).

É portanto um dos problemas na área da saúde, visto que a infecção pode causar grandes  complicações e inclusive levar o paciente ao óbito. Para evitar tais problemas, a higienização das mãos é uma das medidas prioritárias e deve ser de maneira correta por todos os envolvidos no cuidado do paciente.

  1. Reduzir risco de lesões e quedas

Durante o tratamento de um paciente pode acontecer ainda o aparecimento de lesões de pele quando ele fica por muito tempo acamado. Se faz necessário cuidados adicionais para que isso não aconteça e algumas medidas podem reduzir o aparecimento dessas lesões.

Além disso, a queda é também algo muito preocupante na saúde e por isso precisamos analisar bem o paciente e o ambiente para verificar há risco de queda e estabelecer medidas de proteção, adotadas com o intuito de evitar. Essas medidas se mostram importante em qualquer que seja o ambiente em que o paciente esteja, seja em clínicas, hospitais ou até mesmo dentro de casa.

Agora que você está por dentro das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, uma boa ideia é gerar uma campanha de informação sobre elas. Com mais pessoas trabalhando junto, maior será o sucesso!

 

Gisa Conceição Moreira Rios

Especialista em Qualidade e Segurança do Paciente – Fiocruz

Esepcialista em Auditoria em Serviços de Saúde

Especialista em Gestão Hospitalar e Serviço de Saúde – UFBA

Especialista em Controle de infecção Hospitalar

COREN 184771

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