O Papel da Fonoaudiologia no Cuidado Domiciliar

Fga. Karyne Macedo S. Queiroz CRFa.9956 BA

 

A Fonoaudiologia Hospitalar vem se expandindo cada vez mais no Brasil, principalmente, nos grandes centros, porém, surgem dúvidas da diferença entre a atuação clínica e a atuação hospitalar, bem como a metodologia de trabalho a ser aplicada, juntamente com o preparo especial para tal atendimento.

Ao nos referimos à fonoaudiologia hospitalar devemos esclarecer que não se trata apenas de atendimento no ambiente hospitalar, mas inclusive o atendimento Home Care (tal termo é originado da língua inglesa que significa ‘cuidados em casa’) e que na prática refere-se ao atendimento domiciliar. A fonoaudiologia tem sido considerada como uma profissão efetiva que se integra às diversas áreas que visam à promoção da saúde do indivíduo como um todo. Partindo deste pressuposto, é fundamental esclarecer a importância desse profissional e a diferenciação do atendimento em relação ao ambiente.

As ações do fonoaudiólogo hospitalar incluem formas preventivas, precoces, intensivas pré e pós-cirúrgica, dando inclusive respaldo técnico e prático à equipe multiprofissional onde atua, esclarecendo que o objetivo maior é impedir ou diminuir as seqüelas nas formas de comunicação que a patologia-base possa deixar. Uma das seqüelas mais comuns encontrada no ambiente hospitalar é a disfagia.

 

O QUE É DISFAGIA ?

DISFAGIA é a dificuldade para engolir alimentos, sejam eles líquidos, pastosos ou sólidos.

Na DISFAGIA ocorre um desvio do alimento ou da saliva, obstruindo parcialmente ou completamente as vias respiratórios.

A DISFAGIA não é uma doença em si, mas faz parte da sintomatologia clínica de diversas doenças. É muito importante uma avaliação global com a pesquisa de doenças sistêmicas e a exclusão de causas anatômicas.

É necessário o entendimento de que a disfagia, além de provocar problemas emocionais e o isolamento social, causa problemas sérios, como desidratação, desnutrição e pneumonia, além de risco de morte por asfixia.

 

QUAIS AS CAUSAS MAIS COMUNS DA DISFAGIA?

 AVC (derrame), Câncer localizado na região da cabeça e do pescoço, traumatismos cranio encefálicos, e outras doenças neurológicas da infância e do adulto, doenças gástricas do recém nascido,   criança   ou   adulto.   Com   o   avanço   da   idade   também   podem   ser observadas dificuldades no processo da deglutição. Alguns medicamentos por seus efeitos na salivação, na motilidade dos músculos podem dificultar a deglutição.

QUAIS SINAIS E SINTOMAS PODEM INDICAR A PRESENÇA DE DISFAGIA?

As pessoas com DISFAGIA podem sentir uma sensação de “bolo” na garganta, dor de garganta, engasgos freqüentes, aumento da salivação, tosse persistente, cansaço e sudorese após a alimentação, perda de peso sem explicação ou pneumonias de repetição.

 

COMO É TRATADA A DISFAGIA?

As alterações da deglutição devem ser diagnosticadas e tratadas conjuntamente por médicos, enfermeiros, nutricionistas e, fundamentalmente, FONOAUDIÓLOGOS, que são os profissionais aptos ao trabalho específico da função de deglutição.

 

COMO A FONOAUDIOLOGIA TRATA A DISFAGIA?

Primeiro, o fonoaudiólogo deve realizar uma avaliação detalhada da deglutição, solicitando quando necessário, a realização de exames complementares (videofluoroscopia e vídeonasofibroscopia da deglutição). Após a avaliação clínica e complementar é possível planejar o tratamento fonoaudiológico, que pode ser feito através de orientações aos pacientes e familiares e/ou cuidadores, exercícios, adequação de utensílios e consistências alimentares, manobras facilitadoras de deglutição e proteção de vias respiratórias.

Compartilhar: