A fisioterapia como determinante na reabilitação do paciente internado em Domicilio

Nas últimas décadas o Brasil vem sofrendo uma grande transição no seu perfil demográfico e epidemiológico, com conseqüente envelhecimento populacional e predomínio de doenças crônico-degenerativas. Somando-se a essas mudanças o crescente índice de violência urbana, tem-se com isso os fatores responsáveis pelo aumento de pessoas que apresentam algum tipo de incapacidade e dependência de diferentes níveis e graus, tornando- se assim a assistência domiciliar necessária para os cuidados à saúde desses pacientes.

A OMS define Assistência Domiciliar como “a provisão de serviços de saúde por prestadores formais e informais com o objetivo de promover, restaurar e manter o conforto, função e saúde das pessoas num nível máximo, incluindo cuidados para uma morte digna.

Serviços de assistência domiciliar podem ser classificados nas categorias de preventivos, terapêuticos, reabilitadores, acompanhamento por longo tempo e cuidados paliativos”.

Em decorrência dos declínios fisiológicos que ocorrem ao longo dos anos os idosos estão mais expostos às doenças classificadas como crônico-degenerativas, comprometendo a capacidade funcional. Não só os idosos como também os indivíduos jovens estão sujeitos à uma diminuição da capacidade funcional, evidentemente em menor proporção.

A fisioterapia é uma ciência aplicada, cujo objetivo principal de estudo é o movimento adequado, promovendo, aperfeiçoando ou adaptando as condições físicas do indivíduo dando o máximo de independência funcional. O programa de tratamento fisioterapêutico é elaborado de acordo com o grau de dependência e evolução do paciente.

Para os pacientes totalmente dependentes, com pouca mobilidade espontânea e que não tem capacidade de deambulação, são realizadas orientações como: mudança de decúbito, posicionamento, transferências, mobilização passiva e assistida global e não menos importante priorizar as condições respiratórias e circulatórias.

Em relação aos paciente dependentes com bom prognóstico motor e com capacidade de deambulação, estimula-se a motricidade voluntária, coordenação motora, treino de equilíbrio e marcha, com orientações de calçados adequados e outros dispositivos.

Para os pacientes em cuidados paliativos, o fisioterapeuta, a partir de uma boa avaliação, estabelece um programa de tratamento adequado com utilização de recursos, técnicas e exercícios, objetivando, por meio da abordagem multiprofissional e interdisciplinar, tentando diminuir o sofrimento oferecendo suporte para que os pacientes vivam o mais ativamente possível, com qualidade de vida, dignidade e conforto.

Sempre em contato direto com os demais membros da equipe multiprofissional, o fisioterapeuta atua de forma interdisciplinar, identificando as queixas e os déficits apresentados pelo paciente e seus familiares, buscando soluções por meio de técnicas e orientações direcionadas a cada paciente, em uma linguagem adequada e facilmente compreendida por todos.

 

O atendimento em seu domicílio é tão eficiente quanto o atendimento em clínicas e consultórios, basta encontrar a empresa certa para desempenhar este serviço.

 

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